O que fez você não ir domingo no culto, te impediria de ir ao trabalho na segunda-feira?
Se
formos honestos, a resposta na maioria das vezes é não.
Muitas vezes, abrimos mão da comunhão dominical por razões simples — cansaço, clima, visita, indisposição leve, compromissos triviais mas enfrentamos essas mesmas situações sem hesitar quando se trata do trabalho na segunda-feira.
Isso não acontece porque o trabalho é mais importante que o culto, mas porque enxergamos o trabalho como algo que nos traz lucro imediato, enquanto o culto, muitas vezes, não é percebido como algo que “nos dá retorno”.
Essa é
a raiz do problema: valorizamos o que nos dá resultado visível, financeiro,
imediato. E deixamos de lado o que alimenta o espírito, fortalece a fé e molda
o caráter para a eternidade.
Não é
que o culto seja mais importante que o trabalho.
Ambos
são expressões de nossa adoração a Deus, quando feitos com o coração certo.
Mas o
culto revela o quanto valorizamos a presença de Deus, e o trabalho revela o
quanto confiamos em nosso próprio esforço.
O
autor de Hebreus nos exorta:
“Não deixemos de nos reunir como igreja, segundo o costume de alguns, mas encorajemo-nos uns aos outros — ainda mais quando vocês veem que se aproxima o Dia.” (Hebreus 10:25)
É hora
de repensar nossas prioridades.
O culto não nos dá salário, mas nos forma como servos.
Não enche nossos bolsos, mas enche nossa alma.
Não nos promove diante dos homens, mas nos posiciona diante de Deus.
Se
estamos sempre presentes onde há lucro, e ausentes onde há edificação, talvez
estejamos servindo a um senhor diferente.
Jesus foi claro: “Ninguém pode servir a dois senhores…” (Mateus 6:24)
Não é
sobre abandonar o trabalho, mas sobre não negligenciar o que é eterno.
O culto é onde o Corpo se reúne, a Palavra nos confronta, o Espírito nos renova e nossa fé é alimentada.
É onde deixamos de viver por lucro e voltamos a viver por propósito.


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