Com o coração marcado pelo fogo do chamado, escrevo não apenas palavras, mas partes da minha alma.
Desde os primeiros sussurros da vocação, eu soube: nasci para isso. Não foi escolha, foi resposta. Não foi um plano, foi uma rendição. O ministério não me chamou por conveniência, mas por propósito eterno. E mesmo sabendo dos ventos contrários, das noites longas, das dores caladas, eu continuo. Continuarei.
Já lutei guerras invisíveis, combates que só o céu testemunhou. Já entreguei o que não tinha, já ofereci além da força, já espremi minha alma até que ela se calasse em lágrimas. E mesmo assim, eu não vou desistir.
Enfrentei lobos vestidos de pele de ovelha, sorrisos cheios de veneno, caluniadores travestidos de conselheiros. Fui traído por quem defendi, e ferido por quem curei. Ajudei quem depois virou o rosto. Amei e fui ignorado. Plantei em campos que nunca me deram fruto. Mas ainda assim, eu não vou desistir.
Sei que o reconhecimento talvez nunca venha. Para alguns, jamais terei valor. Mas meus olhos estão no céu. Minha alma cansada encontra descanso não na recompensa dos homens, mas na promessa do Rei.
Minha esperança não é terrena. Meu galardão não tem endereço postal, ele tem eternidade.
Sim, também encontrei irmãos leais. Anjos de carne e osso que me sustentaram quando minhas pernas tremiam. Gente que ama, que ora, que ajuda, que está. Mas mesmo com eles, meu verdadeiro refúgio está debaixo das asas do Altíssimo, e minha segurança está firmada na Rocha que é Cristo.
Hoje eu sei! chamado não é profissão. É altar.
Não é carreira, é cruz. Não é palco, é renúncia.
É gastar-se. É se deixar moer para que outros se levantem. É morrer para si mesmo todos os dias e, mesmo assim, continuar pregando vida.
Porque mais do que ser lembrado, eu quero é cumprir minha missão. Mais do que vencer, eu quero permanecer. Mais do que ser aplaudido, eu quero ser aprovado.
Por tudo isso, eu declaro diante dos céus e dos homens: eu não vou desistir.
Com reverência e entrega.
Um pastor vocacionado, ferido, fiel, mas em pé. NÃO VOU DESISTIR!
Alexandre Mineiro.


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